Contribuição Sindical X Fundo Partidário

Data de publicação: 17 Ago 2017




por Oswaldo Augusto de Barros



Como entender o Congresso Nacional?

Aos representantes dos trabalhadores, as entidades sindicais, a obrigatoriedade de autorização prévia e expressa para o desconto do valor necessário para o pagamento de um tributo. Sim, passou a ser um Imposto de segunda categoria que não é obrigatória e que não é cobrado pela União.

Ao financiamento das campanhas eleitorais segue o debate sobre o valor a ser arrecadado e para quem vai mais, se para a campanha do Executivo, da Câmara ou do Senado.

Os valores são parecidos, mas suas utilidades são absolutamente distintas, senão vejamos:

Ao Retirar a Contribuição Sindical, estaremos privando o trabalhador de ter uma entidade sindical forte, atuante, livre e autônoma que não se subjuga ao poder econômico, mas que deixará de dar continuidade aos diversos benefícios conquistados durante décadas de atuação tais como: Negociações Coletivas de Trabalho com ganhos reais acima da inflação, aperfeiçoamento nas relações de trabalho, acompanhamento jurídico, convênios médicos e odontológicos, formação profissional e sindical, cursos de aperfeiçoamentos entre outras atividades que em função das peculiaridades da política nacional e da dimensão continental do nosso País, passaram a ser supridas pelos sindicatos.

Ao Retirar o Fundo Partidário, a população ficará privada dos "empolgantes" horários eleitorais, das propagandas via mídias sociais, o falatório de promessas que nunca são cumpridas, compra de votos, entre outros “benefícios que sabemos, mas …”.

No primeiro caso, tudo foi decidido em menos de 3 meses, de afogadilho, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, com a pecha de que 17 mil sindicatos era um absurdo, que se enriqueciam nababescamente, que 3 mil sindicatos nem faziam Convenções Coletivas de Trabalho. Esqueceram de avaliar que com isso 80 milhões de trabalhadores estarão à mercê do capital que será mais selvagem ainda.

No segundo caso, os valores vêm dos impostos arrecadados de todos nós, os debates corporativistas dos senhores políticos atuam claramente para a aprovação e a garantia da farra eleitoral, visando, sim, a continuidade de decisões contra o trabalhador e a favor daqueles que sempre arrumam uma forma de se manter no poder.

Este texto é para você trabalhador.

Nas suas mãos está resolver tal questão.

A Contribuição Sindical não morreu, ela alimenta o seu sindicato, ela dá condições para que a sua defesa seja garantida. Seja participante da vida sindical e avalie a sua importância. A Contribuição representa 0,25% do seu salário mensal e a contrapartida obtida, na maioria das vezes, é muito maior do que o seu aumento salarial real.

Por outro lado, não deixe de usar o poder do seu voto, dando um novo rumo para os nossos impostos e, especialmente, para o nosso Congresso Nacional nas próximas eleições.

Quais benefícios o atual Congresso lhe trouxe neste mandato.

Participe da vida sindical e política de nosso país. Sua colaboração é de extrema importância!




* Oswaldo Augusto de Barros é Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Educação e Cultura - CNTEEC e Diretor de Educação e Cultura da Nova Central Sindical de Trabalhadores - NCST. 





Fonte: Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Educação e Cultura - CNTEEC


A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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