Rolo compressor de Temer no Senado Federal dá sinais de desgastes

Data de publicação: 8 Maio 2017

Depois da vitoriosa Greve Geral de 28 de abril, contra as reformas de Temer, que envolveu mais de 30 milhões de trabalhadores (as), representantes das Centrais Sindicais em reunião na tarde de segunda (08/05) no Dieese, em São Paulo, avaliaram que a manifestação foi a maior dos últimos 30 anos e promoverão um ato “Ocupa Brasília” no dia 24 de maio.

A data da grande Marcha a Brasília – pós greve geral – foi escolhida porque o governo pretende aprovar a reforma trabalhista dia (25/05), na base do atropelo. Antes, ocorrerão atos unitários, mobilizações no âmbito das Centrais e Confederações. Estão programadas ainda ações junto às bases eleitorais dos parlamentares, com movimentos sociais e entidades como CNBB, OAB e Anamatra, entre outras.

Há quem afirme  que o Governo Federal, aos poucos, perde força para acelerar as reformas da Previdência Social e do Trabalho que podem ficar para o 2º semestre. “Dá tempo de votar a reforma trabalhista no Senado ainda no 1º semestre, mas será muito difícil”, afirma publicamente o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), fiel escudeiro do presidente no Senado Federal.

Tasso defende que os senadores não façam alterações nas reformas aprovadas pelos deputados, para evitar o retorno dos projetos para novas votações na Câmara. Haveria o risco de as reformas se prolongarem por todo o 2º semestre, dificultando ainda mais a aprovação definitiva.

Parlamentares do PMDB já se rebelam

O grande complicador para as votações caminharem como queria o governo é a divisão entre senadores do PMDB. Semana passada (03/05), o senador líder do governo, Romero Jucá (RR), comandou uma tentativa de destituir da Liderança do partido o rebelado Renan Calheiros (AL), que se reuniu com sindicalistas e se opõem aos retrocessos nos direitos sociais, trabalhistas e previdenciários.

Renan recolheu metade das assinaturas da bancada para permanecer na cadeira. O governo concluiu o óbvio: o rolo compressor começa apresentar alguns desgastes e as reformas não têm ainda o apoio do maior partido do Senado. Os governistas acreditam que só terão votos suficientes para aprovar a reforma em plenário e enviá-la ao Senado em julho.

Jucá será o relator da reforma trabalhista na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Por ser nome de confiança do Planalto. A reforma trabalhista é projeto prioritário para Michel Temer. Está abaixo apenas da reforma da Previdência. E quanto mais pressão contra vier da sociedade, mais difícil fica para serem aprovadas.
 

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