Reunião das centrais avalia Greve Geral e decide manifestação em Brasília

Data de publicação: 5 Maio 2017

Lideranças das Centrais Sindicais se reuniram quarta-feira (04/05) em São Paulo, fizeram um balanço positivo da Greve Geral de 28 de abril, decidiram promover um ato “Ocupa Brasília” que acontecerá entre os dias 15 e 19 de maio no Congresso Nacional contra as reformas da Previdência e Trabalhista.

O presidente da Nova Central - SP, Luiz Gonçalves (Luizinho) ressaltou o importante papel que os trabalhadores (as) em transportes desempenharam para que o movimento obtivesse a vitória esperada. “Com certeza marcharemos em caravana de todo Brasil rumo o Congresso e expressaremos nossa indignação com as decisões tomadas pelo presidente e seus parlamentares”, disse.

Uma semana antes, entre os dias 8 e 12 de maio, os sindicatos e suas bases irão pressionar os parlamentares nos aeroportos em seus estados de origem e também na região onde concentram seus votos. Dirigentes das centrais sindicais irão à Brasília para debater com parlamentares indecisos sobre seus votos nas reformas.

Nos dias de ações haverá uma vasta programação na capital federal, com apoio de diversos movimentos sociais, e um dia de marcha da classe trabalhadora sobre Brasília, que deve terminar no Congresso Nacional.

No final da reunião, as centrais anunciaram que após as mobilizações em Brasília, irão anunciar se uma nova Greve Geral será convocada e, caso se confirme, a data da paralisação.

Em nota, centrais convocam trabalhadores a continuar e ampliar mobilização contra retrocessos

No texto, elaborado em conjunto, os sindicalistas fizeram uma avaliação positiva das mobilizações que tiveram “adesão nas fábricas, escolas, órgãos públicos, bancos, transportes urbanos, portos e outros setores da economia e teve o apoio de entidades da sociedade civil como a CNBB, a OAB, o Ministério Público do Trabalho, associações de magistrados e advogados trabalhistas, além do enorme apoio e simpatia da população, desde as grandes capitais até pequenas cidades do interior”.

E reafirmaram sua disposição na luta em defesa dos direitos e definiram um calendário para continuidade e ampliação das mobilizações, que entre outras ações, prevê ida à Brasília de 8 a 12 de maio para pressionar os deputados e senadores e também atividades em suas bases eleitorais para que votem contra a retirada de direitos; e de 15 a 19 de maio ocupar Brasília.

A seguir confira a íntegra da nota:

CONTINUAR E AMPLIAR A MOBILIZAÇÃO CONTRA A RETIRADA DE DIREITOS!

As Centrais Sindicais, reunidas na tarde desta quinta-feira (04/05), avaliaram a Greve Geral do dia 28 de abril como a maior mobilização dos últimos 30 anos da classe trabalhadora brasileira. Os trabalhadores (as) demonstraram sua disposição em combater o desmonte da Previdência social, dos direitos trabalhistas e das organizações sindicais de trabalhadores.

A forte paralisação teve adesão nas fábricas, escolas, órgãos públicos, bancos, transportes urbanos, portos e outros setores da economia e teve o apoio de entidades da sociedade civil como a CNBB, a OAB, o Ministério Público do Trabalho, associações de magistrados e advogados trabalhistas, além do enorme apoio e simpatia da população, desde as grandes capitais até pequenas cidades do interior.
As Centrais Sindicais também reafirmaram sua disposição de luta em defesa dos direitos e definiram um calendário para continuidade e ampliação das mobilizações.

    CALENDÁRIO DE LUTA:

    8 a 12 de maio de 2017 (semana um)

Comitiva permanente de duzentos a trezentos dirigentes sindicais no Congresso Nacional para pressionar os deputados e senadores e também atividades em suas bases eleitorais para que votem contra a retirada de direitos;

Atividades nas bases sindicais e nas ruas para continuar e aprofundar o debate com os trabalhadores e a população, sobre os efeitos negativos para a toda sociedade e para o desenvolvimento econômico e social brasileiro.

    15 a 19 de maio de 2017 (semana dois)

Ocupa Brasília: conclamamos toda a sociedade brasileira, as diversas categorias de trabalhadores do campo e da cidade, os movimentos sociais e de cultura, a ocuparem Brasília para reiterar que a população brasileira é frontalmente contra a aprovação da Reforma da Previdência, da Reforma Trabalhista e de toda e qualquer retirada de direitos;

Marcha para Brasília: em conjunto com as organizações sindicais e sociais de todo o país, realizar uma grande manifestação em Brasília contra a retirada de direitos.
Se isso ainda não bastar, as Centrais Sindicais assumem o compromisso de organizar um movimento ainda mais forte do que o histórico 28 de abril de 2017;

Por fim, as Centrais Sindicais aqui reunidas convocam todos os Sindicatos de trabalhadores do Brasil para mobilizarem suas categorias para esse calendário de lutas.

  São Paulo, 4 de maio de 2017

  CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil
    CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros
    CSP Conlutas – Central Sindical e Popular
    CTB – Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil
    CUT – Central Única dos Trabalhares
    Força Sindical
    Intersindical – Central da Classe Trabalhadora
    NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores
    UGT – União Geral dos Trabalhadores.
 

A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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