Mobilização popular ajuda derrubar tentativa de acelerar reforma trabalhista

Data de publicação: 19 Abr 2017

Na votação ocorrida terça-feira (18/04) na Câmara dos Deputados na tentativa de aprovar o regime de urgência para o projeto de reforma trabalhista, apenas 230 deputados apoiaram o desejo do presidente Michel Temer (PMDB) que pede celeridade na matéria. Inconformado com o resultado, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ) afirmou que poderá fazer uma nova votação de pedido de urgência.

Para o movimento sindical o episódio deve servir como um sinal de alerta claro para o governo, que aos poucos, contabiliza queda livre em sua popularidade. Os sindicalistas temem que caso o tema seja considerado urgente, o relatório de Rogério Marinho (PSDB/RN) possa ser aprovado direto em plenário sem precisar de votação na Comissão Especial formada para apreciar o Projeto de Lei (PL 6787/2016).

“Com o falso argumento de que esta reforma é necessária para amenizar o desemprego que já atinge cerca de 13% no mercado de trabalho, os deputados governistas incluíram no texto propostas prejudiciais à organização laboral. Eles sabem que acabando com a fonte de custeio das entidades sindicais, por tabela, enfraquecem a luta e diminuem a resistência no combate ao desmonte da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)”, comenta o presidente da Nova Central José Calixto Ramos.

Segundo Calixto, esta vitória parcial ajuda no processo de convencimento tão necessário neste momento. Porém lamenta que o governo e seus aliados possam manobrar e impor uma derrota nos direitos históricos da classe trabalhadora como aceitar que o negociado prevaleça sobre o legislado, mesmo que o acordado subtrai benefícios; e regulamentar o trabalho remoto além de outras questões.

Em sua opinião, os efeitos maléficos da reforma irá precarizar cada vez mais as relações de trabalho. “O que era ruim piorou nas mãos dos parlamentares comprometidos com os banqueiros e grandes empresários brasileiros e internacionais. No dia 28 de abril, temos que parar o Brasil em respostas a todas estas mazelas que querem nos impor na marra”, orienta Calixto.
 

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