FTTRESP e Nova Central – SP realiza Plenária do Setor de Transportes

Data de publicação: 10 Abr 2017

O dia 10 de março entrará na história dos trabalhadores (as) em transportes rodoviários de passageiros e cargas, como a data, da grande Plenária realizada na Avenida Duque de Caxias em frente à sede da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviário de São Paulo (FTTRESP) que resultou na aprovação, por unanimidade, pela greve de 24 horas no dia 28 de abril, contra as reformas da Previdência, Trabalhista e a Lei da Terceirização sancionada pelo presidente Michel Temer (PMDB).
 
No evento coordenado pela Nova Central – SP, havia entidades sindicais de outros setores como (Metalúrgicos e Eletricitários – SP, Metroviários e Ferroviários – SP, Metroviários – BH, Aeronautas - RJ), representantes das centrais sindicais (Nova Central, Força Sindical, CTB, CUT, CGTB, CSP – Conlutas) e Confederações e Federações dos Trabalhadores em Transportes da Bahia, Rio de Janeiro, Paraná e dezenas de sindicatos do setor de transporte rodoviário e de cargas no Estado de São Paulo.
 
José Calixto Ramos, presidente Nacional da Nova Central disse que existe um movimento “orquestrado” em Brasília para aprovar a qualquer custo a redução de direitos sociais e trabalhistas. “No andar da carruagem, ficou claro que a intenção do Governo Federal e seus aliados no Congresso Nacional é trabalhar em sintonia para reduzir à aposentadoria, impor idade mínima de 65 anos para todos e diga se de passagem, querem desmontar o Movimento Sindical via a reforma Trabalhista”, comentou Calixto.
 
José Alves do Couto Filho (Toré), presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário – SP (STERIIISP) e diretor da Secretaria Nacional do Plano dos Trabalhadores em Transportes da Nova Central, relatou que sua categoria, em assembleia realizada no dia 31 de março no CMTC Clube, por unanimidade, aprovou que participará ativamente das manifestações, da mesma forma e garra que participamos no dia 15 de abril - Dia Nacional de Lutas. “Estaremos com nossa militância, diretores e delegados sindicais, paralisando as empresas das quais representamos os trabalhadores (as) e mostrar nosso repúdio aos planos deste governo dos patrões”, afirmou Toré.
 
O presidente da FTTRESP, filiada à Nova Central, Valdir de Souza Pestana lamentou o presente que Temer deu para a classe trabalhadora no final do ano de 2016, quando segundo ele, de forma unilateral, enviou para a Câmara dos Deputados a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 287/2016 – Reforma da Previdência) e o Projeto de Lei (PL 6787/2016 – Reforma Trabalhista), que se forem aprovados sem as alterações reivindicadas pelo Movimento Sindical, trará prejuízos incalculáveis para os trabalhadores (as) e a sociedade em geral.
 
Luiz Gonçalves (Luizinho), presidente da Nova Central – SP afirmou que os problemas existente na Previdência Social são provocados, principalmente, pela queda de arrecadação; pela sonegação de centenas de bilhões de reais de grandes empresas no País e a desoneração fiscal sem contra partida. Ao final de seu discurso fez as seguintes propostas:

Greve de 24 horas em todas as categorias;

Transportes urbanos por ônibus paralisar as atividades com os carros nas garagens;
 
Ônibus rodoviários parar nas garagens e bloquear os Terminais Rodoviários;
 
Transporte de cargas, parar as atividades nas grandes transportadoras e os Terminais de Cargas;
 
Motociclistas devem formar grupos e bloquear as principais avenidas;
 
Transportes por trilhos devem para 24 horas nas garagens;
 
As Centrais Sindicais presentes devem orientar suas entidades que formem grupos de pessoas e bloqueiem estradas e grandes avenidas das grandes cidades;
 
Formar um Comando de Mobilização para orientar as entidades que não estão convencidas da Greve Geral do dia 28 de abril;
 
Confeccionar Boletim Unitário para panfletar nas categorias e na população em geral;
 
Formar grupos de sindicalistas para panfletar nos locais de aglomeração de pessoas, como centros comerciais e terminais de transporte públicos.
 

A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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