Motorista profissional convive com ruído acima do permitido pela OMS

Data de publicação: 19 Out 2016


Na cidade de São Paulo ficou comprovado que o motorista profissional que enfrenta o trânsito caótico da capital convive diariamente nesta situação desconfortável. A Organização Mundial da saúde (OMS) recomenda o mínimo de exposição possível ao ruído, pois todo barulho acima de 80 decibéis é extremo e pode causar surdez e outros problemas de saúde a longo prazo.

De acordo com a OMS, os ruídos são a terceira principal causa de poluição mundial. A entidade registrou um aumento de 15% de surdez entre a população do planeta. A Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados (PAINPSE) é a perda provocada pela exposição por tempo prolongado ao ruído.

Estudos realizados com motoristas de ônibus em várias cidades brasileiras demonstram a ocorrência de PAINPSE nos motoristas de ônibus variando entre 19% e 70%. Especialistas em saúde auditiva atestam que a poluição sonora causa uma série de problemas, que vão além das previsíveis perdas de audição e dor de cabeça.

A perda de motivação e de concentração interferem em atividades cotidianas como dormir, descansar, estudar, se comunicar, além de afetar a circulação sanguínea e causar doenças do coração e problemas de saúde mental.

Osmar Clayton Person, professor de otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina do ABC diz que o ouvido humano tem 30 mil células especializadas em converter células especializadas em converter o som em informações elétricas para o cérebro e que a exposição prolongada à barulhos extremos danificam essas células.

O estrago que os sons altos provocam, segundo o professor, depende do tempo que cada um fica exposto a eles e da resistência individual aos barulhos. “Mesmo que não danifiquem essas células, o barulho intenso acelera o envelhecimento delas. Um indivíduo de 30 anos fica com um ouvido de alguém de 60 anos”, alerta Clayton.

Na capital paulista as fontes geradoras de ruídos são os ônibus, caminhões, buzinas de motos, britadeiras nos canteiros de obras, construções de prédios, decolagens e pousos de aviões e feiras livres. Como os motoristas, principalmente, os de ônibus urbano trabalham o tempo todo sentado e passa por esses locais barulhentos, quatro, cinco vezes ou mais por dia, devido o trajeto da linha e jornada prolongada de trabalho, uma grande parcela deles apresenta deficiências auditivas.

A qualidade de vida destes profissionais é prejudicada também, pela poluição atmosférica nos enormes congestionamentos que se forma nas principais vias e aumenta cada vez mais o tempo de deslocamento na cidade e a probabilidade de se envolver em acidentes de trânsito, cometer infração, se envolver em discussões com passageiros, pedestres, ciclistas ou motoristas de automóveis é grande.

Por todas estas características, a profissão é vista como estressante, pois, é preciso lidar com situações, que na maioria das vezes foge de seu controle, como por exemplo: condições adversas do clima, alto nível de exigência por parte da empresa e usuários, condições de trabalho que não atendem muitas das vezes até necessidades fisiológicas básicas e que tais fatores produzem desconforto, irritabilidade, fatiga, cansaço mental e físico.

Nailton Francisco de Souza (Nailton Porreta): Diretor Nacional de Comunicação da Nova central
 

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