O Mundo está revolto...

Data de publicação: 14 Jan 2016

De acordo com o presidente Nacional da Nova Central, José Calixto Ramos (Sr. Calixto),  Governos de todos os países, seja qual o regime político que adote, por mais que se esforcem, “não tem conseguido eliminar as diferenças entre os seus próprios povos”. 

Em sua opinião, a “mãe natureza” também revoltada, cobra caro pelas atrocidades que, direta ou indiretamente cometemos contra ela. “Catástrofes de toda natureza ocorrem todos os dias. Chove demais em um determinado lugar, inundando cidades e causando total desespero às respectivas populações. Por outro lado, não chove em outros lugares, resultando em secura de rachar o chão. Falta água para alimentação dos seres humanos, para a lavoura e para o gado. 
 
Quando jovem, falavam na existência da indústria da seca e indústria da enchente. Faltava vontade política desde aquela época. Falava-se politicamente que o Rio São Francisco, seria a redenção do Nordeste. Hoje com 87 anos de idade, a tão falada transposição do imenso e poderoso Rio ainda não chegou ao seu final. O que é pior, e para nossa tristeza, o caudaloso Rio está perdendo a sua capacidade. 

A catástrofe que vivencia o mundo inteiro, não é proveniente somente da natureza, é também por conta do descontrole governamental em alguns países, gerando crises como as que vemos todos os dias. 

O nosso país encontra-se envolvido em uma crise sem precedente, com três vieses; político, econômico e ético! A república brasileira tem supedâneo em três poderes: Poder Executivo, Legislativo e Judiciário. Tratam-se de poderes independentes, porém, harmônicos entre si. Na prática não está existindo independência, tampouco harmonia, estamos carentes de respeito, ética e segurança jurídica. 

Abala-se a economia, o capital privado se retrai. Consequentemente gera o desemprego crescente, mesmo com a instituição do PPE. Os empresários não investem por amor à pátria sem segurança, investem sim, tendo a certeza do retorno do seu capital com o lucro respectivo. Sobre o respeito e a ética, lembro como exemplo, o meu tempo de jovem quando se falava no senador “fulano de tal”, fazia-se uma reverência. Atualmente é motivo de chacota desde o vereador à presidência da república. 

É chegada a hora de se mudar esse tipo de comportamento a partir das escolas primárias, retornando a orientação da moral e do civismo, como matéria indispensável em todas as escolas. 

O movimento sindical até o momento encontra-se atônito com o ano de 2015, repleto de pressão de toda ordem. Não conseguimos oferecer nenhuma nova conquista aos trabalhadores, ao contrário, passamos o ano inteiro correndo para evitar maiores prejuízos, considerando que a tônica era exatamente a redução de direitos conquistados ao longo do tempo e se possível a eliminação pura e simples, os exemplos são vários. 

Com certeza não fomos obstáculos à governabilidade do país. Apoiamos o governo em várias oportunidades, porém, a recíproca não foi verdadeira. Basta lembrar que o primeiro pronunciamento do novo ministro da fazenda, Sr. NELSON BARBOSA, foi no sentido de promover uma reforma no sistema previdenciário e uma ampla reforma trabalhista e sindical, que somos totalmente contra. 

Se não houver unidade da classe trabalhadora através de suas respectivas organizações sindicais, corremos o risco de, em um futuro próximo, não existir mais contrato de trabalho com carteira assinada, posto que já há estudos para estabelecer o contrato de trabalho intermitente, erroneamente apresentado como remédio para o crescimento da economia. 
 
A Nova Central manifestou-se pela maioria de seus membros, contra o impeachment por razões obvias. Se desejarmos um país desenvolvido com oportunidade para todos, é chegada a hora de juntarmos todas as melhores inteligências do nosso país, independentemente da escola que tenha estudado, de partidos políticos, ideologias, religião e governo para produzirmos um modelo de desenvolvimento para o Brasil. 

Precisamos, portanto, com vontade política, de respeito às instituições, de independência e harmonia entre os poderes, mais atenção à classe trabalhadora, da economia privada e dos servidores públicos de todos os escalões para que possamos mudar a cara do Brasil e termos a pátria que desejamos”.


Brasília (DF), 06 janeiro de 2016.

JOSÉ CALIXTO RAMOS

Presidente – NCST / CNTI

A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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