Oposição repete tática usada contra Getúlio e Jango e revela descompromisso com a democracia

Data de publicação: 27 Ago 2015


Waldir Pires foi o último membro do Governo de João Goulart a sair do Palácio do Planalto, ao lado de Darcy Ribeiro, durante a deflagração do Golpe Militar de 1964, que instalou no Brasil uma ditadura de mais de 20 anos. Advogado e professor universitário, Waldir ocupava, na época, o cargo de consultor-geral da República e viu de perto a que ponto pode chegar a fúria da oposição brasileira em relação a governos com perfil popular.

Prestes a completar 89 anos, o homem que viveu os principais momentos da história recente do país ocupa agora uma cadeira na Câmara Municipal de Salvador (CMS), com a eleição pelo PT em 2012. Acompanha atento o cenário nacional da política e, como testemunha ocular da história, tem feito comparações entre a oposição ao governo da presidenta Dilma Rousseff e as oposições de 1964 e 1954 – esta última é a que tentou derrubar o presidente Getúlio Vargas.

Em uma entrevista ao jornal A Tarde publicada no último domingo (23/8), Waldir afirmou que partidos como o PSDB, DEM e setores do PMDB, principais opositores, encarnam a antiga UDN (União Democrática Nacional), legenda que se tornou um símbolo da oposição a governos populares. “É uma repetição da UDN, partido conservador, elitista e antipopulista. Inclusive nos discursos [mar de lama, corrupção generalizada…]”, afirmou.

E acrescentou: “É uma coisa profundamente udenista, que nunca admitiu como conflito natural de duas forças, que disputam o poder e têm tais os quais projetos, tais os quais posições individualizadas. É uma tentativa de extirpar o poder. O poder não pode ser suprimido, pode ser combatido politicamente, mas não suprimido”.

As táticas utilizadas contra a presidenta são as mesmas, segundo o vereador. “É uma busca de, pelo controle e a possibilidade de chegar à imprensa [detêm grande parte da mídia e dela se utilizam], insistirem em estabelecer um processo de deposição da presidente da República, eleita pelo voto direto da população. Se o governo tem esse ou aquele setor negativo, é um combate a ser feito. Mas não com a promoção da deposição”, continuou.

Apesar de lamentar as tentativas de derrubada do governo, que considera “nocivas e antidemocráticas”, Waldir Pires acredita que, diferente de 54 e 64, os setores mais conservadores não conseguirão tirar Dilma do poder. “A democracia é o debate, quem está no poder pelo voto popular tem que ser respeitado”.

Ao finalizar a entrevista, o vereador disse que a postura da oposição, de pedir o impeachment da presidenta, é nociva e desnecessária ao País e que, ao mesmo tempo, revela o “não-compromisso que eles nunca tiveram com a história do País e com a democracia”.
 


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