​Não podemos comemorar e legitimar o trabalho precário no Brasil no Dia 1º de Maio

Data de publicação: 30 Abr 2015


Comemorado no dia 1º de maio, o “Dia do Trabalho ou Dia do Trabalhador” é uma data comemorativa usada para celebrar as conquistas dos trabalhadores ao longo da história. Nessa mesma data, em 1886, ocorreu uma grande manifestação de trabalhadores na cidade americana de Chicago.

Milhares de trabalhadores protestavam contra as condições desumanas de trabalho e a enorme carga horária pela qual eram submetidos (13 horas diárias). A greve paralisou os Estados Unidos. No dia 3 de maio, houve vários confrontos dos manifestantes com a polícia. No dia seguinte, esses confrontos se intensificaram, resultando na morte de diversos manifestantes. As manifestações e os protestos realizados pelos trabalhadores ficaram conhecidos como a Revolta de Haymarket.

Em 20 de junho de 1889, em Paris, a central sindical chamada Segunda Internacional instituiu o mesmo dia das manifestações como data máxima dos trabalhadores organizados, para, assim, lutar pelas 8 horas de trabalho diário. Em 23 de abril de 1919, o senado francês ratificou a jornada de trabalho de 8 horas e proclamou o dia 1° de maio como feriado nacional.

Após a França estabelecer o Dia do Trabalho, a Rússia foi o primeiro país a adotar a data comemorativa, em 1920. No Brasil, a data foi consolidada em 1924 no governo de Artur Bernardes. Além disso, a partir do governo de Getúlio Vargas, as principais medidas de benefício ao trabalhador passaram a ser anunciadas nessa data.
Segundo o diretor Nacional de Comunicação da Nova Central, Nailton Francisco de Souza (Nailton Porreta), em 2015, a classe trabalhadora brasileira não terá motivos para celebrar esta dada honrosa com festa. “A crise econômica e política que assola o país deixou os trabalhadores (as) emparedados mediante ações desagradáveis do Governo Federal com o famigerado Ajuste Fiscal via as Medidas Provisórias (MPs 464 e 465) e decisões conservadoras da Câmara dos Deputados, como o que aprovou o Projeto de Lei (PL 4330 – Terceirização), não nos permite festejar”.

Diz inclusive, que os representantes dos trabalhadores não podem comemorar e legitimar o trabalho precário em grandes shows com nomes da música popular e sorteios de carros e casa própria. “Fazer isso é concordar que futuramente todos tenham que trabalhar até 3 horas a mais por semana; exposição a rotatividade sem limites; calotes aos seus direitos trabalhistas e riscos de acidentes de trabalho”.

Para mostra a contradição de que o PL 4330 não gerará empregos no país, cita dados do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Econômicos (Dieese) em que, caso os terceirizados trabalhem a mesma carga horária dos profissionais contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), mais de 800 mil novas vagas de emprego seriam criadas. Só que esta não é a intenção do setor patronal que pressionou os deputados pela aprovação em toque de caixa.


A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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