​Telejornal no Brasil transforma informação em espetáculo!

Data de publicação: 23 Mar 2015


O olho do telejornal não é inocente, muito menos ingênuo. Seu olhar tem intenções, indica o que deve ser olhado e o que ele deve ser olhado. Com isso alterna consigo mesmo e o espectador as posições de sujeito e objeto. Ou seja, o noticiário é um produto fabricado por aqueles que nele trabalham, como funcionários de uma engrenagem maior, que sofrem pressões e exigências, das quais nem sempre se dão conta.

A violência, apresentada sedutoramente sob forma de denúncia ou alerta, mostra a ameaça, o sofrimento e o insuportável, ao mesmo tempo em que encobre outras problemáticas quando denunciada, parece comportar um segredo que exige a presença de especialistas. Ao espectador cabe assistir a tudo.

De acordo com Nailton Francisco de Souza (Nailton Porreta), secretário Nacional de Comunicação da Nova Central, o espetáculo aliena o espectador, que só se reconhece e ao seu desejo pela contemplação das imagens e pela identificação passiva do que lhe é apresentado em termos de sociedade e da economia vigente. E quando mais contempla mais ele aceita se reconhecer nas imagens dominantes da necessidade, menos compreende sua própria existência e seu próprio desejo.

Ressalta que medo é um dos elementos fundamentais a ser comunicado pelo espetáculo. Que funciona como possibilidade de ordem social e é o principal mecanismo de controle da sociedade do espetáculo. Além de servir de ameaças ou procura muitas vezes manter um clima de ameaça, subentendida, velada ou mesmo explicitada para manipular a opinião pública ou mesmo política.

Diz que na verdade é ingenuidade pensar que por trás do espetáculo, apresentado nos telejornais, existe alguém poderoso que manda. Exatamente nos moldes de um poder em rede e espraiado, um conjunto de contratos, de acordos precisam ora ser mantidos, ora ser destituídos, mas quase sempre são agenciados por interesses financeiros, políticos, econômicos, fazendo com que não seja possível encontrar um só comandante para tudo isso, a não ser algo muito maior e global, como o mercado mundial.

Em sua opinião o movimento econômico da nova sociedade converte tudo o que apresenta em seu caminho em mercadoria, o homem e a terra inclusive. Os homens tornam-se coisas, desvinculam-se uns dos outros e rompem muitas das relações que os uniam a outras formas de sociabilidade.

Lembra que a busca do bem-estar material pode ocupar o lugar da ação política, e em vez de termos indivíduos preocupados com os assuntos políticos da comunidade, teremos indivíduos egoístas e apáticos, sem nenhuma preocupação com o outro.

“O valor de tudo, principalmente o lucro, gerencia, sustenta e defende interesses, nem que para isso o preço e a cotação estabelecidos pelo mercado seja a vida de milhares ou milhões de pessoas. As guerras são a prova e a dobradinha violência-medo se faz rapidamente como forma de manter controles legais ou não”.

Alerta que além disso, valor, lucro, consumo dão destaque à mercadoria e, no espetáculo, todas essas categorias podem ficar englobadas pela do entretenimento. A mercadoria ganha importância no mundo pela ideia de que contem o que todos devem ter o que faz crescer o medo de ser privado dela.


A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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