​Reeleição de Dilma Rousseff colocou na ordem do dia a democratização das comunicações

Data de publicação: 28 Out 2014


De acordo com o Diretor Nacional de Formação Sindical da Nova Central, Sebastião Soares, a militância raivosa da “velha imprensa” contra o governo Dilma recebeu o” troco nas urnas” e colocou na ordem do dia a democratização das comunicações. E que um motivo fundamental determinou o voto de parcela significativa de eleitores na candidata do PT, foi o “conteúdo” do que representa o projeto de governo do PSDB, em “essência antipovo”.

Lembrou que este modelo esgotou – se na Europa. “A presença saliente de Armínio Fraga na campanha, em momentos dando entrevistas como se já fosse o ministro da Fazenda, explicitou essa proposta: contenção e restrição dos gastos sociais, incluindo o represamento da elevação do salário, cortes nos programas de inclusão e o condicionamento ao sabor do mercado. Uma aposta de alto risco e de consequências perversas para a parcela mais necessitada da população, em um País, que ainda é um dos mais injustos na distribuição da renda nacional”.

Em sua opinião o engajamento dos meios de comunicação na campanha tucana, em favor do modelo econômico “neoliberal dos tucanos”, manipulou informações, criou escândalos à véspera do pleito, incentivou preconceitos e ódios. “Tudo ocorreu de forma exagerada e muitas vezes tão caricatas e virulenta que perdeu credibilidade, embora servisse de material para os discursos do candidato tucano e dos seus aliados”.

Que a agressividade de “âncoras das tevês” e de “cronistas” da imprensa escrita resvalou para o “desrespeito”, o “insulto” e a “ofensa gratuita”, sem se atentar que “leitores e ouvintes”, em vários níveis, têm “senso crítico”. “Como bem afirmou Luís Nassif, faltou jornalismo e sobrou engajamento militante dos barões da mídia que exageram na dose”.

Sebastião cita quatro exemplos desta ofensiva midiática pró Aécio.

A ISTO É, publicou duas edições que antecederam as eleições tipicamente panfletárias contra o PT, Dilma e Lula, além do mais, a revista instrumentalizou o seu instituto de pesquisas, "CENSUS", com dados falsos a favor do candidato tucano, inclusive no dia 25, apontando vantagem de Aécio quando as demais mostravam o contrário;

A VEJA nem precisa falar, o grupo Abril tem motivos para se preocupar, pois contava com a vitória do PSDB para modificar a lei que proíbe o monopólio das comunicações por empresas estrangeiras, uma necessidade vital da revista que menosprezou as redes sociais e não se reestruturou a tempo, vivendo, agora, situação financeiramente difícil, por isto na cobertura eleitoral fez de tudo, menos jornalismo, transformou os seus textos em achincalhes destrutivos.
 
O ESTADO DE SÃO PAULO trilhou o mesmo percurso, assumindo, como é da sua história de representante da elite econômica paulista, a oposição raivosa a governos de caráter popular; o "Estadão" se transformou em panfletário tucano, e nos dias 25 e 26 de outubro concentrou notícias e artigos nas críticas ao governo Dilma em que os títulos falam por si: "Um voto pela reconciliação nacional", alertando para a necessidade de mudanças, o mote da campanha de Aécio Neves; "Petrobrás reprovada", jogando lenha no fogo que a "Veja" acendeu;

"O emprego vai mal", induzindo ao entendimento de uma crise de desemprego quando os estudos do IBGE indicaram que, em setembro, o índice de desemprego tinha sido o menor desde 2002; "A tragédia petista", com relato dos desvios do PT e sua incapacidade para governar o País indicando uma situação de caos; "O Brasil entre a estagnação e a recessão", em tom e cores alarmantes sobre a economia nacional e por aí afora.

O "VALOR ECONÔMICO" especializou-se em apontar catástrofes iminentes e contraditórias, pois, enquanto noticiava fartamente interesses de empresas estrangeiras no país, a safra recorde de grãos, o crescimento dos serviços e da construção civil, a pujança dos bancos e o quase pleno emprego, insistia em alardear uma recessão, abrindo espaços cada vez mais bondosos para a cúpula do PSDB e os seus intelectuais orgânicos baterem sem piedade no governo Dilma.

“O exagero dessa perseguição teve efeito contrário. Pois não se escrevia uma linha que fosse sobre qualquer medida positiva do governo Dilma. Nada, silêncio absoluto, enquanto se esmerava nas críticas nem sempre fundamentadas. A velha imprensa dos barões da mídia espalhou e fortaleceu preconceitos e até ódios contribuindo fortemente para o sentimento antipetista surgido na campanha eleitoral”.

Em sua análise, estes veículos abusaram de expressões tais como petralhas, mensaleiros, delinquentes, criminosos, banimento, tirar do poder, expulsar do governo, corja petista entre outras expressões que eram reproduzidas, principalmente, pelo candidato tucano. “A velha mídia e os seus barões tomaram partido, como sempre, a favor dos seus interesses, com o falso discurso da moralidade e das mudanças o que lhe é usual desde os tempos de Vargas. Falsas vestais”.

Ressaltou que nada mais “corrupto e sujo” do que os grandes grupos empresariais das comunicações, envolvidos até acima da cabeça com práticas “mafiosas” de uso da coisa pública em benefício próprio. “Basta recordar o quanto se enriqueceram com os despojos da ditadura militar e o quanto ainda recebem em publicidades, verbas, ajudas e outras mutretas”.

Alerta que por isto, mais do que nunca, a presidente Dilma terá a “obrigação de abrir o debate nacional” sobre a “democratização das comunicações”, para o bem da democracia e como umas reformas centrais da sua próxima gestão, sob pena de “trair os seus eleitores” que exigem mudanças para avançar mais: reforma tributária justa, reforma política, rigor absoluto no trato com a corrupção, uma política efetiva de demarcação das terras indígenas, um novo marco nas políticas ambientais, mais investimentos e melhorias na saúde e educação.

“Enfim os projetos que a Nação demanda e necessita para seguir no rumo de um país menos injusto que não é o interesse e o desejo dos barões da mídia. A estes, por muito menos, a Inglaterra serve de exemplo”.
 


A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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