Reeleita, presidenta anuncia diálogo e reformas

Data de publicação: 28 Out 2014


A presidente reeleita, Dilma Rousseff (PT) venceu a mais disputada eleição presidencial desde a redemocratização do país com (51,64% de votos) contra (48,36%) de seu adversário Aécio Neves (PSDB). Em seu primeiro pronunciamento após a reeleição, afirmou sua disposição de buscar o diálogo, promover as reformas reivindicadas pela sociedade, prioritariamente a reforma política.

Disse, que atuará com "rigor" contra a corrupção e rebateu o argumento de que a eleição dividiu o país entre ricos e pobres, entre o nordeste e as outras regiões. "Não acredito sinceramente que essas eleições tenham dividido o país ao meio. Em lugar de ampliar divergências e criar um fosso, tenho forte esperança de que essa energia mobilizadora tenha preparado terreno para a construção de pontes."

E completou: "(...) Algumas vezes na história, resultados apertados produziram resultados mais rápidos do que vitórias amplas. Essa é minha esperança, ou melhor, minha certeza de que o choque de debates pode produzir espaços de consenso. Minhas primeiras palavras são de chamamento à paz e à união”.

Mudanças – Ela destacou que toda eleição é uma forma de mudança, principalmente nas democracias do mundo, e que uma reeleição tem que ser entendida como um voto de esperança dada pelo povo na melhoria do governo.
“A palavra mais repetida, mais dominante foi mudança.

O tema mais amplamente evocado foi reforma. Sei das forças e das limitações que tem qualquer presidente. Sei também do poder que cada presidente tem de liderar as grandes causas populares, e eu o farei. Estou disposta a abrir grande espaço de diálogo com todos os setores da sociedade para encontrar as soluções mais rápidas para nossos problemas”.

Prometeu urgência nas ações localizadas na economia, com vista a retomar o ritmo de crescimento, manter os níveis altos de emprego e assegurar a valorização dos salários e dar mais impulso à atividade econômica, além das medidas para que a inflação possa estar no teto da meta.

“O Brasil saiu maior nesta disputa. Sei da responsabilidade que pesa sobre meus ombros. Vamos continuar a construir um país mais moderno, mais produtivo, um país da solidariedade e das oportunidades”.

Também assumiu um compromisso “rigoroso com o combate à corrupção e com a proposição de mudanças na legislação atual para acabar com a impunidade, que é protetora da corrupção, fortalecendo as instituições de controle”. A campanha presidencial foi marcada pelas denúncias.

Reforma - Se comprometeu a levar adiante um plebiscito para a reforma política, disse ter "convicção de que haverá interesse de todas as forças ativas na sociedade para abrir a discussão" sobre o tema, mas alertou para as dificuldades que a reforma enfrentará, diante da fragmantação de partidos com representantes no Poder Legislativo, especialmente na Câmara dos Deputados.
Segundo Dilma Rousseff, com o instrumento do plebiscito, “vamos encontrar a força e a legitimidade exigidas neste momento de transformação para levarmos à frente a reforma política”.

“Se depender apenas do Congresso eleito em outubro de 2014, a perspectiva de reformas, reclamadas nas ruas em junho de 2013, não é das melhores”, avalia Antônio Augusto de Queiroz, analista político e diretor do DIAP. Segundo ele, o Congresso eleito em 5 de outubro, apesar de renovado em 46,39% na Câmara e em 81,48% em relação às vagas em disputa no Senado, será um dos mais conservadores desde a redemocratização, em 1985.

Outro obstáculo que a presidenta vai encontrar refere-se à composição da Câmara. Além da fragmentação – a Câmara terá deputados de 28 dos 32 partidos com registro no Tribunal Superior Eleitoral –, os grandes partidos perderam representantes e algumas lideranças não foram reeleitas. “As coligações entre partidos sem identidade programática resultaram em prejuízo aos partidos à esquerda do espectro político, especialmente o PT, que perdeu importantes quadros”.

Bancada sindical - Houve redução da bancada identificada com os trabalhadores e com os movimentos sociais e o crescimento das forças vinculadas ao mercado e ao setor empresarial. Antônio Queiroz alerta que os trabalhadores e os defensores dos direitos humanos, além do apoio das bancadas comprometidas com suas causas, vão precisar muito da pressão da sociedade e do apoio do governo para evitar retrocesso em suas conquistas históricas.

O DIAP identifica que a bancada sindical sofreu grave revés na eleição, com redução dos atuais 83 representantes para 46, sendo reeleitos 32 e 14 novos deputados. Segundo o levantamento, a cada eleição, a bancada sofre oscilação. Em 1988, foram eleitos 44 sindicalistas; em 2002, o crescimento foi exponencial, 74; e em 2006, caiu para 54 representantes.

“Este dado é extremamente preocupante, especialmente num ambiente de forte investida patronal sobre os direitos trabalhistas, sindicais e previdenciários no Congresso”, ressalta Queiroz. A bancada sindical dá sustentação e faz a defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores, aposentados e servidores públicos no Congresso Nacional, além de intermediar demandas e mediar conflitos entre estes e o governo e/ou empregadores.

Propostas da NCST - A Diretoria da Nova Central aprovou e encaminhou aos presidenciáveis um documento com as propostas que reforçam a necessidade da manutenção de uma política de desenvolvimento que permita a continuidade da geração de empregos permanentes, com vistas a eliminar os riscos de uma recessão continuada, com consequências desastrosas para a indústria, comércio, transporte, agricultura e os demais setores da economia nacional.

“Consideramos ser inadiável a adoção de políticas de valorização do salário, saúde, educação, seguridade social, mobilidade, segurança bem como do sistema confederativo e, consequentemente a manutenção e fortalecimento da unicidade sindical, pois a ausência de zelo por essas políticas compromete conquistas históricas e reduz, drasticamente, a qualidade de vida do povo brasileiro.

Diante disso, é fundamental que o governo adote uma nova alternativa que mude os rumos da atual política econômica e social e construa um caminho de desenvolvimento, com valorização dos trabalhadores e das nossas entidades sindicais, com respeito aos direitos fundamentais”, sobretudo, com justiça social, desenvolvimento e unicidade, destaca o presidente da Central, José Calixto Ramos.


A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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