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Os nossos representantes e as reformas

Data de publicao: 13 Nov 2012

Nós, contribuintes, sabemos da necessidade de o Brasil fazer várias reformas, para se tornar um país capaz de desenvolver-se com sustentabilidade e justiça social.

Mas, qual é a reforma mais urgente? Será a tributária? Afinal, pagamos muitos impostos e não temos o devido retorno, pois, não há políticas públicas sérias nas áreas de sáude, educação, segurança e tantas necessárias a uma vida digna, como assegura nossa Constituição Federal.

Ou será que a mais urgente é a reforma política? Atualmente, um grande número de representantes que elegemos, seja para os cargos executivos, seja para os cargos legislativos, têm a campanha financiada por grupos econômicos, consequentemente, não conseguem exercer seus mandatos com independência e coerência.

Ou será que é mais urgente a reforma Judiciária e das principais leis? O Judiciário é extremamente lento. Quanto às leis, na área trabalhistas não inibem o descumprimento dos deveres por quem o poder econômico; na esfera penal, não alcançam o principal objetivo que é a ressocialização e a redução dos crimes, como podemos observar pelas práticas de corrupção, tráfego, roubos, homícidios e outros. 

Caros leitores, nosso entendimento é de que todas as atitudes das pessoas terão por resultado aquilo que elas verdadeiramente têm como objetivo!

Os nossos representantes, nos Poderes Legislativos e Executivos, poderão construir, destruir ou deixar tudo como está, sempre a depender da real finalidade com que exercem suas funções.

Não somos "donos da verdade", mas, é urgente fazermos algo para melhorar a representação das Instituições em nosso país. Afinal, são estes os representantes que têm o poder de fazer as devidas reformas, necessárias para que os cidadãos vivam com melhor qualidade de vida.
 
Portanto, concluímos que nenhuma reforma atingirá o objetivo de transformar (e melhorar) o Brasil, em um país desenvolvido, sustentável e justo, enquanto não fizermos a reforma política. Precisamos de partidos fortes, que exijam fidelidade de seus candidatos e comprometimento com a ética, além de financiamento das campanhas exclusivamente com dinheiro público e distribuição das verbas de maneira igualitária a todos os candidatos. Desta forma estaríamos elegendo representantes comprometidos com a Nação e com o bem estar de toda a sociedade.

Para viabilizarmos a reforma política dependemos dos atuais representantes que estão no Poder, mas, a maioria está comprometida com os grupos econômicos.

Esta reforma será possível se nós (o povo)  nos unirmos para cobrarmos daqueles que elegemos para nos representar. Afirmamos que esta luta vale a pena, pois é o caminho para alcançarmos a justiça social e assim, vivermos com dignidade.

Autor: Artur Bueno de Camargo - Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação (CNTA) e vice-presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Estado de São Paulo.

 


A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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