A Cúpula dos Povos na Rio+20  questiona o conceito de  “economia verde“ que mascara a real ação dos países imperialistas, que mais contribuem para a poluição ambiental no mundo.

Não há como esperar mais 20 anos para que as atitudes necessárias para a preservação humana e ambiental sejam tomadas.

Ao final, quem vai pagar essa conta?

 

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Não há como esperar mais 20 anos para que as atitudes necessárias para a preservação humana e ambiental sejam tomadas.

Ao final, quem vai pagar essa conta?

 

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Emprego verde tem que ser com carteira assinada, proteção social e valorização do trabaho

Data de publicação: 2 Jun 2012

 Aprovada na 64ª Sessão  da ONU, em 2009, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, será realizada de 13 a 22 de junho de 2012, na cidade do Rio de Janeiro.

Ela marca os vinte anos de realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92). O seu objetivo, segundo a ONU, é contribuir para definir a agenda do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas.

Mas, o objetivo declarado de renovar compromisso dos governos mundiais com políticas para o desenvolvimento sustentável, avaliar o progresso e as lacunas com relação a essa questão, pode não se concretizar. Não há acordo entre os governos sobre estes temas.

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, vai se desenvolver sobre dois temas principais: I - A economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza; e II - A estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável.

De 13 a 15 de junho, será a III Reunião do Comitê Preparatório, reunião de representantes governamentais para negociações dos documentos.

Em seguida, entre 16  e 19 de junho, serão programados eventos com a sociedade civil.

De 20 a 22 de junho, ocorrerá o Segmento de Alto Nível da Conferência, traduzindo: o encontro dos governos. É esperada a presença de diversos Chefes de Estado e de Governo dos países-membros das Nações Unidas.

 

Desconfiança dos trabalhadores

 

A Rio+20 começou sob desconfiança de muitas centrais sindicais brasileiras. A Conferência estava sendo conduzida pela ONU de forma quase sigilosa, sem participação ou consulta à sociedade civil. Grupos de composição de consenso foram cooptados para algumas atividades periféricas, mas, a representação efetiva da classe trabalhadora e da sociedade civil estava afastada até de informações básicas.

            Não foram garantidos espaços para que a sociedade civil pudesse falar e ser ouvida.

Por isto a Nova Central, a Força Sindical, a CGTB, a CTB e a UGT uniram-se para buscar transparência junto ao Governo do Brasil e também na ONU com relação à participação das centrais sindicais.

A Nova Central preparou-se para participar da Rio + 20 com presença e propostas. Discutiu o tema entre diretores, organizou comissão para cuidar e organizar a participação da Central nas atividades programadas para a cidade do Rio de Janeiro.

Inclusive a Nova Central preparou estudos e projetos sobre a questão do trabalho digno, a partir de situações reais de vida e de trabalho de grande parte da população brasileira.

De um lado, a Nova Central propõe ações efetivas e imediatas para conter a degradação, devastação e destruição definitiva do Cerrado Brasileiro.

 De outro, a questão das condições de trabalho nesta região, como demonstração do que são, em geral, “Saúde e trabalho na economia da área do Cerrado Brasileiro”.

 Estes dois aspectos serão destacados pela Nova Central.

 

             Outras propostas diferentes da Economia Verde

 

Há uma grande rejeição da proposta da ONU para a implantação de um modelo de “Economia Verde”, em todos os países, o quem será o tema central da Rio + 20. Mas o que a Economia Verde?

Há estudiosos respeitados e notáveis que apontam interesses dos grandes monopólios internacionais, nessas propostas. Uma economia verde, no modelo da ONU pode criar dificuldades para países em desenvolvimento, como o Brasil, usar os seus recursos naturais para o seu crescimento.

Não há compromisso explícito com as condições de trabalho, mas uma orientação para que tudo seja facilitado para as agências da ONU coordenarem os programas de implantação da economia verde.

Há uma tendência inevitável de intervenção da ONU na soberania das nações em nome do desenvolvimento sustentável. Quem sabe, até intervenções militares serão justificadas como defesa da sustentabilidade.

É a proposta de uma nova hegemonia do capital. Um passo arriscado para o colapso. A economia verde, com a necessidade de submissão dos países às políticas fiscais e monetárias da ONU, ou seja, do Banco Mundial e do FMI, os mesmos organizamos que tornaram ainda mais agudas – ou, para economistas como Paul Krugman, a criaram – as crises contínuas do mundo capitalista.

Observe que, os dois temas da Conferência, Economia Verde e Arranjos Institucionais, estão interligados. Para participar da Economia Verde, no modelo da ONU, o país tem que comprometer-se em fazer arranjos na sua estrutura institucional.

Neste sentido, a Rio + 20 merece a participação das centrais sindicais. E a Nova Central já está se preparando deste os fóruns sociais, especialmente do Fórum Social Temático 2012, realizado em Porto Alegre.

A Nova Central terá uma posição crítica, pois, não defende e nem aceita intervenções estrangeiras na soberania nacional de cada país; defende um modelo de crescimento de desenvolvimento para o Brasil, com valorização do trabalho, distribuição de renda e justiça social.

Por outro lado, os Empregos Verdes não podem ser a terceirização indiscriminada da mão-de-obra, a falta de cobertura social ou salários indignos. Não há, na proposta da Economia Verde, nenhuma perspectiva mais concreta para o trabalho. Os documentos oficiais da ONU não falam em valorização do trabalho, mas exigem submissão aos compromissos de austeridade sustentável para cumprir os interesses de grandes monopólios.

Antes e em primeiro lugar, a Nova Centrar está, e sempre vai estar ao lado do trabalho, em defesa dos direitos da classe trabalhadora. E as intenções das conclusões da Rio + 20 não serão para beneficiar o mundo do trabalho, mas para favorecer e continuar a enriquecer o reino do capital.

Por isso a posição da Nova Central, com relação à Rio + 20, é de crítica, tanto em relação à forma como vem sendo conduzida, com pouca transparência; como à proposta de desenvolvimento sustentável sem contrapartidas para a classe trabalhadora. Por isto, a Nova Central, CTB, Força Sindical, CGTB e UGT decidiram fazer atividades unitárias, justamente para demarcar a posição em relação a essas questões.



A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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