MURAL
Data de publicação: 31 Mar 2011
GREVE DE VIGILANTES ENTRA NO SEU 9º DIA
Mais de 140 bancos não abriram aos clientes nesta quinta-feira em municípios do Norte Fluminense, Baixada e Serra devido à paralisação dos vigilantes bancários que teve início em Campos dos Goytacazes, há nove dias.

Em Campos dos Goytacazes, além das 52 agências bancárias, as lotéricas fecharam às portas porque não há segurança para guardar valores no interior dos estabelecimentos, já que os bancos estão fechados para quaisquer operações financeiras. A falta de dinheiro nos caixas eletrônicos é outro problema que já preocupa as autoridades e população de Campos, Macaé e Friburgo. Outros municípios do Norte Fluminense e Região Serrana também estão com os bancos sem funcionar. São eles: São João da Barra, São Fidélis, Cambuci, Cordeiro, Cantagalo, Cachoeiras de Macacu e Bom Jardim.

Em Belford Roxo e Queimados, das 15 agências bancárias, apenas duas funcionaram hoje no Centro de Belford Roxo. As demais ficaram fechadas e continuarão sem funcionar até sexta-feira, quando nova assembléia decidirá os próximos passos do movimento grevista. Na Caixa Econômica Federal, da Rua Joaquim Pinto Dias, no Centro, supervisores da empresa de segurança que presta serviço à Caixa, com ajuda de policiais à paisana, agrediram vigilantes e sindicalistas que chamaram a Polícia Militar para contornar os excessos.

O presidente da Federação dos Vigilantes, Fernando Bandeira, está percorrendo as cidads atingidas pela greve junto com as lideranças de cada sindicato.

Nos municípios de Macaé e Nova Friburgo, cerca de 60 agências bancárias continuam fechadas ao público, devido à greve de vigilantes que estão em Campanha Salarial, reivindicando 10% de reajuste acima da inflação, elevação do tíquete refeição de R$ 8,30 para R$ 15, e parcelamento do adicional de risco de vida em três parcelas de 9%, para completar os 30% - aprovado no Senado – em 2013. No entanto, o Sindicato das Empresas de Segurança só ofereceu 1,5% sobre a inflação de março – data base da categoria.


Ministério do Trabalho discutirá greve com sindicatos

No próximo dia 6 de abril, a Federação Estadual dos Vigilantes, conseguiu agendar no Rio uma mesa redonda com sindicato patronal na Superintendência Regional do Trabalho, às 10h, para negociar uma saída para a greve. No dia seguinte, em Campos, o sindicato local tem audiência marcada pelo mesmo motivo com o Ministério Público do Trabalho.

Amanhã, sexta-feira, é a vez dos cerca de 40 bancos do município de Nova Iguaçu não atenderem o público porque os vigilantes também vão cruzar os braços contra os baixos salários: hoje o piso é de R$ 800 p/mês.


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