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MURAL
Federação dos Rodoviários do Paraná desmascara farsa que utilizava garoto de 3 anos como laranja para fundar sindicato

 A publicação de um edital de convocação pró-fundação do “Sindicato dos Condutores em Transportes Rodoviários de Cargas Próprias do Estado do Paraná” no dia 10 de julho no Diário Oficial da União e no Jornal do Estado, pegaram de surpresa a Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Paraná (Fetropar) e seus 21 sindicatos filiados.


Logo que tomou conhecimento do edital, a diretoria da Fetropar previu que o caso devia se tratar de charlatanismo de mais que tentava criar um sindicato de oportunistas para arrecadar dinheiro dos trabalhadores, uma vez que a categoria dos motoristas condutores de veículos rodoviários de cargas próprias e os ajudantes de motoristas das indústrias e do comércio do Estado do Paraná já possuem representatividade em todo o Estado, com convenção coletiva e diversos acordos assinados anualmente. 


A assembléia estava marcada para ser realizada no dia 25/07, às 9h da manhã, no bairro de São Marcos em São José dos Pinhais – com qualquer número de participantes. Quem assinava o edital de convocação em nome da Comissão Pró-Fundação do Sindicato era o senhor Gabriel T. C. Almeida.


Logo que tomou conhecimento do edital, o presidente da Fetropar, Epitácio Antonio dos Santos, o presidente do Sintracarp, Vicente Venuk Pretko e o assessor jurídico André Passos, foram averiguar quem eram os indivíduos que convocavam a assembléia. Chegando ao local onde seria realizada a assembléia, na periferia de São José dos Pinhais, constataram que o local era totalmente inapropriado para a realização de assembléia de trabalhadores, por se tratar de uma residência.


FALSIDADE IDEOLÓGICA E UTILIZAÇÃO DE MENOR DE IDADE


Ao procurar pelo senhor Gabriel T. C. Almeida, os representantes da Fetropar foram mais uma vez surpreendidos ao descobrir que a pessoa responsável pelo edital de convocação da assembléia na verdade era um garoto de 3 anos. “Quando pedimos a documentação do menino, para comprovar que ele estava sendo usado em um crime de falsidade ideológica, o pai - Marcos Aurélio Pereira de Almeida - acabou abrindo o jogo”, conta Epitácio.


Foi esclarecido que o casal estava ciente do uso do nome do filho no edital e que eles estavam ali a pedido de Almir Macedo Pereira – presidente do Sindicato dos Condutores de Cargas Próprias de São Paulo - Sindicapro . O casal acabara de chegar de São Paulo com a intenção de abrir o sindicato a mando de Almir.

 

Acompanhado do assessor jurídico, o presidente da Fetropar alertou que a Fetropar iria tomar as medidas legais cabíveis para ter acesso aos documentos do menino para constatar a farsa. Menos de cinco minutos depois de sair da casa onde seria realizada a suposta assembléia, Almir Macedo Pereira (Sindicapro) entrou em contato com o presidente da Fetropar para tentar fazer um “acordo”.


MA FÉ E CRIME CONTRA A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO


Pelo telefone, o suposto dirigente se justificou e fez uma proposta indecorosa para que Epitácio “participasse do esquema”. Almir havia publicado mais 3 editais exatamente iguais a este do Paraná, em Minas Gerais, Paraíba e no Maranhão. O editais eram iguais, com nomes diferentes de responsáveis pelas convocações. “Ele confessou que a idéia era fundar mais quatro sindicatos em diferentes regiões, para junto com o Sindicapro (SP) poder fundar uma Federação Nacional. Eu logo expliquei que aqui no Paraná picaretagem não tinha vez e que jamais iria concordar com rachas na categoria”, conta Epitácio.

 

O Sindicapro, entidade presidida por Almir, é filiada à central União Geral dos Trabalhadores (UGT). Tudo indica que a “maracutaia” toda estava sendo respaldada pela UGT nacional, uma vez que a intenção de Pereira era fundar uma Federação Nacional.


Foi dado um prazo para que ele e os demais organizadores desta farsa publicassem um novo edital cancelando a convocação, ou a Fetropar entraria com as medidas legais contra os pais do garoto utilizado como laranja para a fundação do sindicato fantasma.


Avisados sobre as complicações legais dos atos ilícitos que estavam sendo praticados, os organizadores da farsa publicaram no Diário Oficial da União e no Jornal do Estado, no dia 20 de julho, um aviso de cancelamento da assembléia de fundação do tal sindicato. Mais uma vez a Fetropar interveio de forma eficaz contra a ação de oportunistas que tentavam fundar um sindicato sem ter qualquer vínculo com a categoria, com o intuito apenas de arrecadar dinheiro. Para o bem dos rodoviários do Paraná, foi o fim de mais uma farsa sindical.

 

 

Fonte: FETROPAR

 


A Fetropar não se contentou apenas com o cancelamento do edital e vai fazer uma denúncia no Ministério Público do Trabalho para que seja averiguado crime contra a organização do trabalho.

 

 

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