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Data de publicação: 12 Jun 2012
McDonald's poderá depor na CPI do Trabalho Escravo



Na manhã desta terça-feira (12/06), a Nova Central participou da Audiência Pública no Plenário 12, Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, da Câmara dos Deputados para tratar da “Política de salários adotada pela rede McDonald's no Brasil”. Foram convidados, entre outros, o Presidente da CONTRATUH e Secretário Geral da Nova Central Moacyr Roberto Tesch e Francisco Calasans, Presidente do SINTHORESP e Diretor Jurídico da NCST.

“Queremos tornar público esta prática abusiva que o McDonald's esta fazendo com os nossos trabalhadores brasileiros. É uma vergonha nacional, uma exploração incontestável de um trabalho efetivamente escravo, que confina, pois os trabalhadores só recebem pelas horas trabalhadas, e o salário que recebem é menor do que o salário mínimo estabelecido em nosso país”.  Denuncia o presidente da CONTRATUH, Moacyr.

A ex-funcionária do McDonald’s Glayce Bragança disse que, por causa dessa jornada, recebeu menos do que o salário mínimo por diversas vezes. “Setenta reais eu recebi por três meses. O máximo que eu recebi foi R$ 500”, declarou. “Isso é uma humilhação, porque a gente vai lá para trabalhar, trabalha muito e ganha menos que o salário mínimo.”

Na ocasião os representantes da rede McDonald's, não compareceram ao encontro mandando um ofício que justificasse os motivos e razões da sua ausência.

O deputado Domingos Dutra, sugeriu que fossem reproduzidas outras Audiências Públicas, nas demais comissões, para que estas discussões diminua a prática do trabalho escravo no Brasil. Além é claro da elaboraração de um calendário de discursos na Câmara dos Deputados para ressaltar o tema junto ao processo de humanização das relações de trabalho.

“Vou me pronunciar, não como um sindicalista e sim como um cidadão brasileiro que se preocupa com as condições desumanas de trabalho que estão vivendo estes trabalhadores. Venho fazer um apelo às autoridades que assim como eu, que desejam construir um país mais digno, igualitário e humano, que tomem as medidas cabíveis e censurem esta prática criminosa. Esta empresa quer lucro a qualquer preço. Destroem mais do que constroem”. Desabafa Calasans presidente do SINTHORESP.

Entre os deputados presentes: Sabino Castelo Branco, Eudes Xavier, Augusto Coutinho, Flávia Morais, Henrique Oliveira, Dr. Grilo e Domingos Dutra. Ficou acordado que será criado uma comissão sobre assuntos desta ordem, já protocolando um documento de convocação para que o McDonald's deponha na CPI do Trabalho Escravo. “Quem deve não teme e esta empresa que não veio nesta audiência me parece que tem culpa sim, pois deveria ter vindo para se explicar. Demonstrou com isso, que pratica trabalho escravo igual aquele cometido no passado, através da humilhação, rebaixando a auto-estima dos nossos trabalhadores”, relata deputado Dutra.

De acordo com o deputado Sabino, por 3 vezes teria a comissão remarcado esta audiência a pedido da empresa (McDonalds), e mesmo assim ela teria se ausentado da atual audiência. “Nesta briga vamos até o final. Teve começo e terá um fim. Nossos trabalhadores e jovens estão sendo escravizados. Vamos vencer esta batalha, ou eles se enquadram na nossa lei, ou vão embora daqui”, desabafa o deputado Castelo Branco que junto com o deputado Eudes Xavier fizeram requerimento para a realização da reunião.

No término da audiência, o Senador Paulo Paim recebeu a visita dos manifestantes, que agradeceram o apoio do senador, que primeiro levou ao conhecimento do Brasil, em Audiência Pública realizada no Senado, a “jornada móvel e variável" de trabalho adotada pela rede McDonald's.  
 

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